O escritório de advogados Newman Ferrara abriu um processo contra os principais executivos da Zynga, que são suspeitos de esconder informações dos acionistas e venderem boa parte de suas ações antes da desvalorização recorde ocorrida na semana passada.
O processo, obtido pelo site
The Verge, alega que o CEO Mark Pincus e outros executivos de alto escalão na Zynga tinham informações que os permitiram prever a grande queda das ações ocorrida na semana passada, mas não as divulgaram.
Pelo IPO feito em dezembro, esses executivos, bem como todos os funcionários da Zynga, estariam impedidos de negociar suas ações antes do dia 28 de maio, porém Pincus, o COO John Schappert e o Google, investidor na empresa, se aproveitaram de uma brecha para vender um grande volume de ações através de bancos, como o Morgan Stanley, Goldman Sachs e Bank of America.
Tendo os bancos como consignatários, Pincus se desfez, em abril, de 16,5 milhões de ações negociadas a US$ 12. Pelo mesmo valor, o Google vendeu 4 milhões e o COO John Schappert negociou 322 mil ações. Após o dia 28 de maio, quando os funcionários da Zynga poderiam vender suas ações, os papéis já estavam valendo a metade. Ontem, as ações estavam sendo negociadas a meros US$ 3.
O processo da Newman Ferrara é um dos cinco que a Zynga terá que enfrentar na justiça em breve. Os autores das ações alegam que os executivos esconderam informações como uma queda acelerada de usuários nos jogos da produtora, um atraso substancial em novos títulos, como The Ville e a diminuição do comércio de bens virtuais.
No final de março, a Zynga tinha 290 milhões de usuários ativos em todos seus jogos. No final de julho este número caiu para 250 milhões.
